“Se vamos estar preparados? Não sei, só o jogo dirá”

O plantel do CD Aves concluiu a primeira semana de treinos individuais a pensar na retoma do campeonato e o técnico Nuno Manta Santos sublinhou a preocupação com o rigor na aplicação das regras de segurança impostas pela Direção Geral de Saúde, num contexto desafiante para todos. O facto de todos estarem a viver uma situação nova, depois de cerca de mês e meio de paragem, torna difícil fazer previsões, mas o que o treinador do CD Aves garante é o foco de todos os profissionais do clube em dar o máximo nas dez jornadas que restam.

Como sentiu os jogadores no regresso?

Os jogadores chegaram com alegria na cara por voltarem a poder a treinar no relvado e sentir o cheiro da relva e tocar na bola. Ao mesmo tempo, nota-se que estão preocupados com o regresso do campeonato, com o futuro, a pandemia e a doença que afeta a nossa sociedade.

Que balanço consegue fazer ao cabo da primeira semana de treinos individuais?

Tentamos, com as limitações da nossa estrutura, manter as regras de segurança definidas para que todos sintam a saúde em segurança, seguimos tudo o que foi decretado pela Direção Geral de Saúde no que diz respeito a esta retoma dos treinos. Estamos a cumprir as regras, mas sentimos que é um desafio muito grande, não só para os jogadores, ao fim de uma semana de trabalho, mas também para os treinadores, perante as limitações que nos são impostas em termos de espaços e regras, o que no nosso caso nos limita a trabalhar apenas com três atletas por hora, de cada vez, o que prolonga os treinos durante oito horas.

Olhando às condições em que treinam por causa das regras impostas pelas autoridades de saúde, os jogadores estarão preparados quando for preciso entrar em competição?

Não sei, só o jogo o dirá.

Diz isso por causa de ser obrigado a treinar individualmente, quando se trata de um desporto coletivo?

Se os resultados aparecerem até vão dizer que é melhor. Mas duas semanas para preparar um desporto coletivo, que parou cerca de mês e meio, não será o ideal, mas é o que temos. Daí eu dizer que é um desafio para todos, jogadores e equipa técnica.

Esta paragem que levou à quebra competitiva prejudicou, ou beneficiou, a equipa de alguma forma?

Se houver retoma e se as equipas obtiverem resultados poderemos dizer se foi bom ou não, porque é uma situação nova. Para nós não foi bom no sentido em que foi um período quase de férias, mais extenso, em que estivemos muito limitados. Digamos que é um reinício para 10 jogos de campeonato. O foco é esse e todos estamos conscientes dessa responsabilidade, sabemos que vai ser um desafio, mais uma vez, mas todos estão cientes disso. Estamos a prepara-nos para isso.

Os jogadores regressaram com o espírito de luta pela permanência renovado?

Os jogadores regressaram para mostrar, acima de tudo, que são grandes profissionais de futebol, motivados e empenhados em dar o melhor, como até aqui.

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